Andei pensando bastante no meu pai, nas coisas que ele me falaria se estivesse vivo. Que tipo de conversa teríamos ao telefone? As vezes me sinto perdida e tudo o que eu queria era que alguém me mostrasse algum caminho.
Por que é tão difícil falar sobre as coisas? Por que temos que pagar um analista pra nos dizer aquilo que já sabemos? Por que temos tanto medo do julgamento dos outros, outros que não pagam nossas contas, outros que não nos ligam pra saber como estamos, outros que não vem cuidar de nós em nosso leito de morte. Pra quê mentir, pra quê fingir, pra quê representar?
Ando me sentindo meio estranha, com uma sensação de que tá acontecendo alguma coisa ruim e que ninguém quer me contar. Tô falando das coisas na casa dos meus avós. Vejo as pessoas abrindo mão de suas vidas, de seus sonhos e pra quê? Pra nada. Porque críticas é o que mais recebemos na vida, se fosse dinheiro, eu estaria rica. Tenho que pensar um milhão de vezes antes de dizer um "a". Tenho que representar o papel que me foi dado, bem polido, educado, calmo, gentil. É assim que algumas pessoas me vêem. Já outras acham que sou o capeta encarnado, rs. E quer saber, phoda-se. Quer pensar, pensa aí, não tenho que provar nada a ninguém.
Tenho minhas pequenas doses de "meiguice", de romantismo, de fraqueza e sentimentalismo. Talvez mais do que eu queria ter. Me jogaram na cara que ajo feito uma menina mimada, é, pode até ser. Me permito ser assim, digamos, um tanto excêntrica. Há quem goste. Só porque gosto de falar na cara, preto no branco, sem "mimimi"? Deixamos passar muitas oportunidades fazendo "mimimi".
Ai sei lá, preciso dormir um pouco, essa noite dormi poucas horas. E agora tá tendo uma palhaçada de "toque de recolher", é mole? Que patifaria é essa agora? Voltamos aos anos 60, quando éramos capturados e mortos na calada da noite? Pára o mundo que eu quero descer!!!
Bom, deixa pra lá. Broxei de escrever. Meus melhores "posts" estão em outro lugar, com outras inspirações.
até+
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